Monthly Archives: September 2011

Ouro imortal, fogo perpétuo

Ah!, essa fênix cheia de mistérios… esse déspota que ataca sem critérios, tanto os velhos que esperam o fim de sua luta, quanto os jovens que fogem da verdade absoluta. Com ele não há disputa: vence até o mais hábil dos guerreiros. Ele avança, sem devaneios, sobre os campos da razão e os anais da ciência. Ele destrói a sapiência, amansa a ira do mais poderoso imperador e do mais pedante governante, declarando o seu penhor. Sem semblante, sem aviso, sem resquício, sem piedade… independente de idade, mentalidade ou sanidade, ele só saber ser verdade e sua imunidade toma o sonos de cientistas, humaniza os carrascos e até os patéticos másculos ele suaviza.

É dança, é crença, é um vale dourado, é uma foto ou um quadro, é o rosto que não mais me sorri, é o único que sabe o quanto já sofri. Como a constelação de Minerva, é uma anáfora repleta de clarões ansiosos que atravessam temerosos rebeldes e resistem a climas e antíteses. É a auréola sobre a cabeça do anjo que me beija, é a batida do meu coração que o deseja, é a menção do nome que me faz de escravo, escrito em uma língua diferente da que falam por aí… é essa fênix prepóstera, essa que aqui se aloja e ao adentrar no meu castelo pulsante despoja toda a negatividade.

É uma ave envolta em uma chama inextinguível, de um poder incrível que me faz crer no impossível além do que vejo acontecer. Ouro imortal, fogo perpétuo, sadismo insaciável pela dor da alma humana!

Se, de tanto ler essa ufana sanção de minha cumplicidade, ainda não descobrires, digo-lhe o que é o pássaro da infinidade: é o amor, e toda a sua simplicidade.

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It sprung out of him like begging for diplomacy

Locked up, the sinner`s inner spring of lovely cravings devour his heart, by the hour, from the start;

His steps are, perhaps, the sound of a denial that echoes through all the sea and all the land that takes him away from the world he thinks he lives in. Perhaps it`s music, perhaps it`s the villany, perhaps it`s the companionship he declares himself an owner of… or maybe the only thing he doesn`t dream about anymore…

Redness…

Getting older and not any taller

Coffee isn’t working the way it should – I’m still awake;

Love songs aren’t doing what they should – I’m still not disgusted;

Greetings aren’t making me feel the way they should – I’m not rolling my eye over fake frowns;

Compliments aren’t doing to me what they should – I’m getting happy about ’em;

It’s all wrong – or right, I don’t know. I lost that youthful rage I was so proud of having, like some kind of easygoing, Hollywood-romantic-comedy peace has reached the core of my mind and erased all my recklessness. Who knows, maybe it’s just Bossa Nova…

Come home, or just…

…fuck it!

If death awaits the alien pathology of the miscarried barons, I’m just another snowflake that falls among tears from Mother Earth. Then sanctioned by disgusting hazards to the undeniable facility of human rights, I stand between the love for a simple female and the greater end: the loneliness of a thousand lives.

Satisfaction is a runaway at this point. I can’t go back to being hollowly in love with an image of a black angel dressed in hypocritical blue colors… that’s just beckoning the brilliancy of such words…

Back to, back from… who cares? When all I see is snow, snow and snow ! I’m really just a complainer, when fighting against something most folks would just not agree with… but, hey, that’s the way I like it!

Ele versa e se dispersa

“É controverso”, conta o verso,

que a onda não tenha chegado à praia.

Ora, se era esse mesmo o objetivo de sua criação,

o que o seu criador planeja com esse desvio de conduta?

Onde foi parar a frase genial?

Pra onde foi o extermínio do que é banal?

“Segue cantando, onda melódica, que só o seu entoar desmarca a dor do vento ilícito”,

é o que diz o seu criador.

Dizer em não falar, amar-te em te amar

E daí? Eu não quero te entender. Não quero saber dos seus passos e rastros pelo luar das ruas por onde anda esse seu pensamento oculto. Não quero conhecer tão a fundo assim quem você é, pois é assim que tem que ser: eu de cá com minhas palavras sem sentido e cheio de metáforas, e você daí com, bem, o que quer que você tenha pra oferecer. É assim que tem que ser, é assim que sempre foi.

Mas e daí? Se é assim que surge do mistério a vontade de possuir o que não se pode, de se conhecer o que ainda não foi catalogado e de entender um amor calado, pra quê lutar contra a natureza desse eu embriagado de dúvidas e dúvidas sobre o que não se devia questionar? Se sei que assim é que estarei sempre lá, pronto pra aprender o que sei que não pode ser absorvido por uma mente tão assim, tão serenata de noite fria sem estrelas…

É, é fato, eu sou eu e você é o recato de que canto em um retrato da calúnia da minha incerteza. Pois sim, tenho esta, a grande obra de uma mente que duvida e, assídua, desmascara o seu não-saber: serei sempre um navegador sem bússola, sempre que me aventuro pelos mares desconhecidos que se encontram em você. E digo mais, não há nesse mundo um jovem que se ponha ao vento e ao relento de tantas desventurosas tentativas de navegar o oitavo mar. Creio que sim, dama da lua, sou somente eu quem irá parar para abrir a porta que a enclausura em seu castelo.

Castelo! Mas e daí? Posso estar errado, como sempre, e ter que ir atrás pra começar tudo de novo! Tudo novo, como um jogo que começa renovado em outra fase. Como um jogo… sempre em fases. Sem crases, sem chaves. O mundo novo, sendo assim tão suntuoso, mesmo que não seja tão amoroso quanto havia de ser o que não mais será.

Como havia de ser, foi e não mais será

Em alguma parte do tormentoso ano de 2009, o cinzeiro se punha a escrever. Nada lhe saía melhor que o que fora escrito há tanto tempo atrás, quando as asas negras, as mesmas que lhe acariciavam em seus mais terríveis pesadelos, lhe cobriam o Sol do meio-dia…

Ah! Tudo era tão simples e belo, quando minha principal fonte de insônia era o rosto da descoberta do que é a abstração do inconsciente de quem sente a dor da glória platônica! Aquele rosto lindo, cheio de estrelas que lhe enfeitavam de beleza celeste, cheio de dores inalcançáveis à minha mão amiga, cheio de amores que eu não sonhava em rematar, cheio de sonhos que eu queria realizar… era ela, a maior das mentoras, as mais sábia moribunda, a pior das hipóteses para a realidade fraca e descorada que mantinham para meu futuro.

E que futuro ela viria a se tornar! Um grande turbilhão de sentimentos sombrios, longe da infantilidade do amor e sem a simplória facilidade do ódio terreno… ela, sim, foi a epifania de que sempre precisei!

Vaia de Copas

Eis que a dama de copas se viu sozinha em meio às cartas negras. Para onde quer que olhasse, ela só via um mar de inimigos, sedentos por lhe tomar o trono. Seu coração batia forte de medo, e a adrenalina a impedia de pensar em uma forma de alcançar seu exército, o qual parecia inexistente, quando da cúpula de sua vaidade só se viam os numerosos naipes cor-de-ébano. A rainha, cheia de si até mesmo no ápice de sua incapacidade, optou por simplesmente ordenar aos soldados inimigos para que parassem de lhe amolar e liberassem o caminho para sua passagem…

Ah!, se ela ao menos soubesse no que uma vida de frivolidade e antipatia lhe fizera se tornar, ela entenderia talvez o motivo da chacota que seguiu à sua atrevida exclamação. “Minha cara rainha escarlate, como tens a audácia de tentar impor o pouco poder que lhe resta sobre nossa nação de tal maneira? Aconselho-te a dizer adeus a teu carteado, dama vermelha, pois esse será teu fim.”, disse o pedante valete de espadas, se rindo da situação humilhante da rainha.

A ignorância da dama era tanta que ela se pôs de costas ao mar de cartas às quais se opunha, começou a caminhar na direção oposta e soltou uma interjeição audaciosa de menosprezo aos seus inimigos. Ah!, a pobre carta… hoje não lhe sobra um sequer naipe para contar sua breve história!

E seu nome era ……

Ela era tão linda quanto o som da lira de Orfeu. Seus olhos eram amenos, negros como o espelho de um lago noturno, refletindo a fantasia alucinógena de quem os olhava. Seus lábios eram os guardiões do sorriso mais belo que esse mundo já viu, donos de um recato sem precedentes e da moldura de sua doce voz. Cada fio de seu cabelo continha a magia do ouro das minas gerais e despertava encantamento nos cavalheiros e inveja nas damas, por onde quer que passasse. O bronze de sua pele era uma visita constante nos sonhos do poeta que a admirava, almejando seu toque de seda e sua presença angelical.

[…]

A saída

Avante! se a muralha da citadela dourada ainda resiste,

e os milhares de soldados se posicionam em riste,

a defender a tirania do fantasma real.

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Avante! se tudo está prestes a ruir,

e sua cabeça expele ideias como caleidoscópios em espiral,

enquanto a batalha continua a rugir.

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Avante! se a morte lhe espreita,

e o ferro em escarlate lhe mostra a verdadeira vida

no último segundo de sua empreitada terrena.

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Avante! pois essa é a mais prudente saída:

abraçar o fim de forma bela e serena.