Monthly Archives: January 2012

Good times last forever

And in saying she once and for all had bequeathed her bearings, ethereal and palpable as well, to the keeping of this one little man, she sold me pricelessly the happiness of one thousand days of summertime. Glory, might I add, is hearing the unexpected, hopeless predictions of your nighttime dreaming said aloud by the wielder of your wholeness.

Her hazel shrouding me with the polite desire of wanting to be as close to her as a man can be to his loved one; I could only see what those big eyes showed me: the present state of my peaceful face, with eyes glistening with constellations of welfare and fairy tale-like perfection.

Spouse of my chosing: can you hear in the fast beatings of my feeble heart the utmost proof of everything said and done and made do by this creature standing by you?

This one is for the past

Fought for, and sought after, she beamed and was a merry lass,

whereas the searcher muffled his sobs and sighs by raising his mighty voice.

If the delusioned players had but one view of their paired one’s mind,

would their peace have been disturbed, and would their past have been flawed?

Até o fim

Estávamos a sós na sala mal-iluminada. Eu, sentado em uma cadeira acolchoada, com meus braços apoiados nos joelhos e com as mãos unidas como em uma prece silenciosa, escutava o som de carros se movendo em ruas distantes e escuras. Ela, ao meu lado, mantinha a postura ereta e olhava o horizonte noturno com uma expressão cansada. Seu rosto inchado, elucidado pelo pranto que acabara de cessar, entristecia quem quer que o visse.

Minha face contorcia-se, como a de quem está imerso em profunda concentração. No entanto, nenhum pensamento lógico perambulava por minha sinapse. Eram só imagens distorcidas de previsões pessimistas, futuros hipotéticos e imprecisos, lembranças caóticas e falsas esperanças. Tudo se unia em um tornado de incompreensão, de insatisfação e de desilusão. O mal-estar subsequente era apenas o alicerce do caos que havia de se apossar do meu espírito inexperiente.

A decisão que tomava naquele dia era o marco para o começo da fase mais tempestuosa de minha vida. Ao erguer meu tronco, tomar a mão trêmula daquela moça, olhá-la nos olhos castanhos e dizer minha sentença, consagrava-se minha condição de companheiro eterno.

“Mesmo que o caminho seja tortuoso e hostil, não atestarei minha desistência. Por ti, irei até o fim.”

Tensão anestesiada

Em sua mente despretensiosa, pensava ela ser o perambular dos impulsos o desembrulhar de um regalo de Natal. Com seus membros flectidos, moldando-se ao semblante do objeto único de sua voluptuosidade oculta, ela seria capaz de descartar toda a parafernália materialista que via como frivolidade.

Punhos desfeitos em mãos suaves, braços descruzados em um amplexo acalentado, mente despreocupada dos percalços da voracidade do tempo… a paz sensorial, a indiferença quanto às intempéries retornáveis da vida. Ela tinha a doçura ao dançar dos dedos e a modéstia em cada palavra. Enfim, ela tinha a felicidade diante de si, aproveitada com cada milésimo de segundo vivido.

[…]

Contabilidade

Furiosa, a fronteira entre a audácia e a forquilha

expandia-se em prestas navalhas assassinas.

A tendência é o resfriar do que é voraz,

mas algo incapacitara o burguês alucinado.

De mimo dócil a infortúnio dilacerado…

voara milhas!

A capacidade e o momento inadimplente,

uniram-se em lâminas maiores que as palavras.

Antagonism, the masked form of keeping something close

I don’t have a verbal description for the sensation I feel when my wandering eyes, unaware of the danger in the act, travel absentminded through the memory land of photography and come across the image of Clarice… I just flinch.

(and I don’t know whether that’s a good or a bad thing)

O verso da saudade

Fez-se meu o agouro estonteante,
Da lucidez a escuridão fez-se alarmada
Enquanto o breu do pensamento atacava
Aquele que sentia o mal atemorizante.

Onde está a voz que me tira a dor?
Porque me ofusca um incandescente temor,
Ela me veste de um sentir amalgamado
De tudo o que é bem-vindo e louvado…

Por onde vai o seu âmbar delicado?
Por que razão não veio parar do meu lado?
Será por força irrefreável do destino
Ou pelo negrume da alma deste peregrino?