Monthly Archives: July 2012

Let the viper wrap itself around your dreams

I’ll praise you for it. Might even think of making you my new peptalk subject.

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Avoiding a sophomore slump

It would suffice to have you held fast behind my grasp, but cages aren’t meant to hold what the world itself cannot contain. By doing what the heart shows to be in vain, a spur of collected wishes gather their strength to hide in the corners of Solitude.

.

Still as the stiff memory you were until then,

your black pearls pierced my vision softly

In the darkness of your skin, I swam

Of the golden river of your hair, I drank

and I could have sworn I was there another man

.

Afflicted with the famous disease of melancholy

I smiled what was left of my past self

for in those stony tears I dared not shed

Lay a tingling urge to play pretend.

.

Yet Time has taught its lesson vividly

And frozen are my feelings of guilt.

For even should I taste the sorrow you withhold,

I know snowlasses never change.

Canção da Úlcera Silenciosa

Tão alva que ofusca o céu de pranto

E resplandece no leito a piedade

Cada olhar em sua própria santidade

Fulge de guerra a morada do seu canto

.

O fogo arde e o sorriso permanece frio

O vento ruge e a ternura foge ao peito

O corpo dorme e o passado aflige o sonho

A pele sente e o rosto esconde a praga

.

Ela é a dona do temor de todo o mundo

Toda a glória e pudor de velha amarga

Que cinge os olhos de um amor que só embarga

Ela interpreta a derradeira voz do moribundo

Retrato de mil e uma faces

Em mais um daqueles dias que separamos pra não pensar nada, um roçar desengonçado de ideias pululantes e assanhadas fez ter-se outra vez o perfume inebriante do pretérito. Um daqueles que, sem inquérito, fazem comércio de nossas almas desprevenidas a fim de alcançar uma versão mais moderninha de “nirvana”. Sabe, aquele negócio de manter relações criogênicas com a coisinha ínfima e irritante que era você? Então, isso mesmo.

Veio a onda de vexame, fazendo mais do que nunca com que a verdade da imperfeição doesse, reconhecida. Depois, outra onda de decisões imediatamente decididas para que a meditação e a contemplação do eu interior e toda a sua complexidade antropofagicopsicoterminolofilosofológica sejam a meta à qual se comprometer de corpo, alma e coração. Mas, é claro, somente durante aquela uma hora e meia em que você fica livre na quinta-feira, porque emprego bom como o seu é coisa rara nesse país e exige toda a dedicação e cuidado! E aí, dois meses depois, o desencanto com a bobajada toda. Igualzinho ao ano anterior, com as aulas de piano…

Que maravilha, essa vidinha! A água de coco na caixinha, o porta-copos em cima da mesa, os sapatos brilhantes com os quais ninguém se importa, a TV gigante com a qual ninguém se importa, aquela cor azul-não sei o quê na parede que tomou meses da sua vida e com a qual ninguém se importa, a imagem sorridente e lamentavelmente decadente no espelho, com a qual ninguém se importa… que maravilha, sra. excelentíssima doutora, que maravilha!

Bewitch

I asked her whether I was in my rights.

She said “it depends”… !

“Paper lies”, with such grace as a dying queen,

“and yet we’re still at its mercy when it comes to sanctioning deeds!”