Daily Archives: 02/05/2013

Tangência à nostalgia

Brusco manto de lã que me cobre a penúria
Íris loura de loucura que me outorga a vida,
A canção-menina processo e nublo nestes versos
Na esperança de que um dia chovam em tua jurisprudência.

Calmo par de olhos dourados, se caminho em abandono,
Aguerrido ser de brancor indecifrável, cena de amor;
Tu, que também viste que meu choro é chorume,
Irídio és, algo incriado, algo esfumaçado no mistério da terra.

Bastaria que a muralha ruísse, flor de ternura,
Única e simplesmente pelo prazer de tuas tantas vozes?
Rubro seria o prazenteio de tua cadência, estrela,
Calmo na tênue linha que o separa de nossas urgências.
Incendiaríamos todas as tuas pétalas vermelhas…
Ocarina litorânea, qual canção não se despiria sob o teu langor de moça?

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