Boa ventura

Meu amigo surgiu da minha própria inconsciência,

Se depositou involuntariamente como um alicerce

E se transformou, também sem se notar,

Na cura mais profunda, na paz mais duradoura.

Ele me ensinou a calma e caminhou ao meu lado

E à direita continua, leal e sinceramente.

Nós partimos em busca de todas as mulheres,

Encontramos a Panaceia sem nos ater ao desvario

E mergulhamos irreversivelmente no lirismo de Orfeu.

Salve, irmão! não nos esqueçamos disto:

Somos duas vertentes da mesma essência

Dois viandantes perscrutados pela música

Dois exemplos de parentesco voluntário!

Pois afinal de contas, meu querido amigo,

P = F/A.

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Posted on 24/05/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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