A voz do sangue

Vai, calma asséptica, vai!
Destoa, perpassa, aflige…
Vai desconcentrar a fúria alheia
Vai atormentar a quem serpeia
Vai, calma concisa, vai revelar o seu propósito
Canta a canção que te disseram pra não cantar
Faz surgir o amor nas coisas tolas
Nas pétalas de vento
Nas estrelas de plástico
Na esterificação do vômito
Na implícita consagração dos declínios
Em tudo, em tudo!
Espalha sua influência por todos os campos
No beira-mar das auguras
No empobrecimento das riquezas vertentes…

Calma asséptica, precisamos de você…
Nosso tempo já é quase passado
Nossa casa já é quase vazia
Nossa voz já é quase engraçada…

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Posted on 23/09/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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