Por amar a minha casa

Amanhã sou eu quem amanheço
Amanhã sou eu quem lanço sobre a treva serrana
O solar das coisas boas, as cantigas de luz e tudo mais.
Amanhã sou eu quem não permito fenecer
Amanhã sou eu quem nego o frio
Amanhã eu posso ser o que quiser.

A terra é azul e você sabe que sim
Seu sangue é vermelho e eu insisto que sim
Agora é primavera, moça, e as noites estão priorizando o calor dos nossos corpos
Então deixa de frieza, deixa de isquemia
E vem sentir que as coisas fluem
Que a dilatação é universal
E que o azul é nosso pra durar.

Amanhã sou eu quem permaneço
Amanhã sou eu quem construo a casa no azul
E moro no azul com quem eu quiser
Amanhã sou eu quem escolho que fico
E você, querida, é quem escolhe se vem, se fica, se dissolve ou se anoitece.

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Posted on 23/09/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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