Do subsolo

Sou a semente no escuro
Porque torço e fervo
Como água não corrupta.
Sou a falha no assalto
Porque frimo e silencio
Como menino no escuro.
Sou o coração taciturno
Porque sofro as dores da pedra
E insulto a terra do mundo.
Sou o vento no calendário
Porque consulto a sequência da névoa
Pra fugir do fogo e do frio.
Sou a sequidão na garganta solerte
Porque acredito na trova inconclusa
E atino para além desse oeste.

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Posted on 25/09/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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