Niilismo

Eu deixarei que a fresta rubra
Se cure, inadimplente.
Eu deixarei que sugo corrompido
Vaze pelos poros do desejo.
Eu deixarei que a pele intacta
Se devaneie envenenada
Eu deixarei… eu, calmamente
Porque o fogo não purificará
O passado ou futuro mortos;
Ele simplesmente transformará
De forma rápida e silenciosa
Todas as feridas de medo, de ódio, de inveja e de asco
Em cinza básica.
Aí o vazio tratará de emancipar as coisas do coração
Que será memória.

Advertisements

Posted on 25/09/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: