Variação de toxicidade em função do tempo

Parte I – Introdução
Pois, em um sol diminuto que fugia sem canções
Veio a dança e os suspiros da vida em luto
Atacar os bípedes sonoros da cidade opaca
Com a tempestade nublada da alegria.

Parte II – Velocidade
Conviver
Quero ver
Vamos lá.

Asa fechada
Riso risada
Peneira com falha
Meu deus

Sonho barato
Tem cão e tem rato
Fácil esquecer
Meu deus

Queremos a vida
Queremos vitória
Não somos torcida
Meu deus

Refrão avenida
Mulher sem partida
Fé divertida
Meu deus

Interrogo o azul
Se quero ou se sim
Se posso ou se sim
Meu deus

Encara, encara
Canção que não para
Não vai e não sara
Meu deus

Seremos detidos
Seremos, amigos!
Em vozes de sede de mais
Meu deus

Que seja, titio
Apedreja, meu filho
Veremos é quem sangra mais
Meu deus

Parte III – Vestígios
As coisas que a faísca não lambe
As coisas que a roda não corta
As coisas que o cal não reforma
Sempre elas voltam pra soar na umidade tóxica
É só parar pra ver vestígios…
A memória não perdoa
E sempre teremos memória.

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Posted on 25/09/2013, in Portuguese, Verse. Bookmark the permalink. Leave a comment.

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